🌊 O Contra-Ataque do Gianiccine Fidelense
Lá ia Rodrigues 67 (FICTÍCIO), o Gianiccine de São Fidélis, trocando o frescor das cachoeiras pelo calor escaldante do litoral. Ao dar de cara com o Oceano Atlântico, ele travou. Olhou para aquela imensidão e soltou a primeira pérola: — “Gente, mas que raio de Rio Paraíba é esse que não termina nunca? Alargaram a margem ou eu bebi demais no caminho?”
Como um estrategista nato, ele não mergulhou de cara. Sentou-se na areia, ajeitou o calção e ficou observando a fauna local. Foi quando seus olhos brilharam ao ver a "coreografia" dos guarda-vidas.
O Grande Equívoco
Ele via os rapazes musculosos, bronzeados e heróicos correndo para o mar. Eles traziam banhistas exaustos e, na areia, inclinavam-se sobre eles para o que Rodrigues interpretou como o Ápice do Romance Praiano: a respiração boca-a-boca.
Para Rodrigues, aquilo não era primeiros socorros. Era um atendimento VIP com direito a beijo de cinema.
"Uai", pensou ele, "em São Fidélis a gente ganha é moscas na beira do rio, aqui a prefeitura oferece até carinho de brinde para quem se cansa!"
A Operação "Resgate do Amor"
Decidido a descolar seu selinho oficial do Corpo de Bombeiros, Rodrigues entrou no mar. Ele não nadava, ele desbravava. Quando a água bateu no peito e as ondas começaram a dar caldo, ele achou que era a hora de ativar o modo Vítima Sedutora.
Afastou-se da margem, começou a bater os braços como se estivesse lutando contra um polvo gigante e gritou a plenos pulmões: — “EI, GALÃS! SOCORRO! ESTOU À DERIVA! VENHAM PEGAR O GIANICCINE!”
Os guarda-vidas, vendo aquele homem acenando freneticamente com um sorriso suspeito no rosto, pensaram: "Lá vem mais um que não respeita a valeta".
O Fim do Sonho (e do Biquinho)
Arrastaram o pobre Rodrigues até a areia. Ele, já se preparando para o momento de glória, fechou os olhos, relaxou o corpo e fez o famoso "bico de pato", esperando o contato imediato de terceiro grau.
Passou um minuto. Dois minutos. Só ouvia o barulho das ondas e o som de apitos. Abriu um olho, depois o outro. Viu os dois guarda-vidas em pé, suados e com cara de poucos amigos, apenas limpando a areia dos joelhos.
— “E aí, tio? Da próxima vez não vai tão fundo que a correnteza tá forte. Cuidado, hein!” — disse um deles, já dando as costas.
Rodrigues levantou num pulo, indignado, sacudindo a areia do calção: — “SÓ ISSO?! Cadê a assistência completa? Cadê o protocolo? Eu quase morri (de vontade) e vocês me deixam aqui a seco? Que falta de profissionalismo!”
Epílogo
Rodrigues foi embora bufando, jurando que as praias daquela região eram "propaganda enganosa". Agora, ele estuda o mapa da TERRA DISTANTE. Dizem que lá, o mar é tão fundo e o serviço é tão dedicado, que o "beijo" vem até com acompanhamento de banda de música.
