O Banquete dos Gladiadores
(ou: Por que eu não saio mais de casa)
Lá fui eu, inocente, com o coração cheio de alegria e a expectativa de comer um salgadinho de graça, encontrar meus "irmãos" de longa data. Como eu ando mais sumido que feriado em domingo, cheguei sem o update de software das tretas do grupo.
O clima estava meio estranho? Estava. Parecia que eu tinha entrado em uma sala de interrogatório da KGB? Parecia. Mas eu, na minha santa paz, achei que era só fome coletiva. Mal sabia eu.
O Despertar do Kaiju
De repente, o Moreira — um homem que claramente não cabe em um abraço comum e provavelmente tem o DNA de um urso pardo — decidiu que a mesa era o seu maior inimigo. Ele não bateu na mesa; ele aplicou um golpe de estado nela. A coitada se partiu ao meio com um estrondo que, tenho certeza, foi registrado por sismógrafos em Brasília.
O Chihuahua Atômico
Enquanto a poeira da madeira voava, surgiu o Simar. O Simar é o que chamamos de "vareta", um ser humano que, se ventar forte, ele voa. Mas a alma dele? Ah, a alma dele é de um Pitbull com crise de ansiedade. Ele começou a "latir" de um jeito tão agudo que os cachorros da vizinhança começaram a uivar em solidariedade.
Era uma batalha épica de decibéis:
De um lado, o Baixo de Igreja do Moreira esbravejando profecias de destruição.
Do outro, o Soprano Desafinado do Simar pulando feito uma pipoca na panela quente.
O Show de Entretenimento Gratuito
Eu? Eu estava em transe. Olhei para os lados procurando o diretor, o iluminador e a câmera escondida. Pensei: "Gente, que produção maravilhosa! Onde está o João Kleber?". Eu ria. Eu ria com o respeito de quem assiste a um clássico do Monty Python. Tinha um coitado no meio tentando separar a briga, parecendo um árbitro de UFC tentando segurar dois rinocerontes com um fio dental.
O Grand Finale
A conclusão foi digna de Oscar:
Moreira, o Gigante, saiu da casa não pela porta, mas através dela. Foi destruindo paredes, portões e provavelmente a camada de ozônio por onde passava.
Simar, o Vareta, após atingir a nota mais alta de seu repertório de latidos, simplesmente teve um erro de sistema. A pressão subiu, o Wi-Fi desconectou e ele caiu desmaiado, como um boneco de posto quando acaba a luz.
Moral da história: Na TERRA DISTANTE, a gente não marca churrasco, a gente marca o local da autópsia.
