A Odisséia de Ricardo Pocotó: O
Caçador do deserto.
Ricardo Pocotó (FICTÍCIO)
resolveu que a Terra Distante era pequena demais para o seu brilho. Queria ser
o "Xerife do Atacama". Mal sabia ele que o deserto guarda segredos, e
o maior deles era a sua total falta de noção.
O Achado Estratégico
Pocotó estava patrulhando
quando avistou algo entre as dunas. Não era uma miragem. Era uma ossada,
provavelmente de uma pessoa que estava desaparecida a uma semana.
Em vez de isolar a área,
Pocotó pensou: "Se eu chamar
a perícia, os caras demoram, o sol se põe e eu perco o 'JN'. Vou agilizar o
processo." No Método "Pocotó" de Logística, Sem luvas, sem
saco cadavérico, mas com muita "proatividade", ele catou os restos
mortais como quem recolhe latinha em final de bloco de Carnaval.
Jogou tudo no
porta-malas do carro da corporação, junto com o pneu estepe e um fardo de água
mineral. Antes de ir para a delegacia, ligou para a TV local:
— "Oi, é da redação? Aqui é o Pocotó. Venham
pra D.P. que eu acabei de desvendar o maior mistério do Atacama. Tragam o
drone!"
O Show de Horror na Delegacia
Pocotó chegou na D.P. fazendo zerinho no pátio. Desceu
com um saco de supermercado nas costas, pingando um "caldo" que não
era de cana. Entrou na sala do Delegado — um homem que só queria se aposentar
em paz — e deu aquela pancada no chão: BUM!
— Pocotó: "Olha aí, Doutor! Trouxe um presente do deserto. Pode lavrar o flagrante!"
— Delegado (quase infartando): "Pocotó... que cheiro de museu do horror é esse? O que tem nesse saco?"
— Pocotó (orgulhoso):
"Material apreendido, Dr.! Achei abandonado na areia. Quase certeza que é
o rapaz desaparecido.
O Delegado abriu o saco e deu de cara com uma mandíbula
sorrindo para ele. O grito do Dr. foi ouvido em três estados vizinhos.
O Diálogo do Ano na Central
Enquanto o Delegado tentava reanimar seu próprio coração,
Pocotó pegou o rádio com a maior calma do mundo:
— Pocotó: "Central, aqui é o Pocotó. Ocorrência encerrada às 14h. Pode dar baixa."
— Central: "Positivo, Pocotó. Informe a natureza da ocorrência."
— Pocotó: "Apreensão de material diverso por abandono de proprietário."
— Central: "Que material?"
— Pocotó: "Ah, uns ossos, uma dentadura incompleta e uns retalhos de carne charqueada humana."
— Central (silêncio de 10 segundos): "Pocotó... você tá falando de um presunto?"
— Pocotó: "Presunto não, Central. Tá mais pra um Carpaccio de Múmia. O Inspetor
não quis assinar o RO, disse que ia vomitar. Tô voltando pro setor!"
O Desfecho
Enquanto isso, o
Comandante-Geral almoçava assistindo ao "Alerta Atacama". A manchete
passava em letras garrafais: "POLICIAL
ENCONTRA EL DORADO HUMANO E CARREGA NAS COSTAS". O Comandante engasgou
com a farofa.
O resultado? 10 dias de caserna para o Pocotó refletir sobre a diferença entre um "objeto achado" e uma "ossada”, além de 1 ano de reciclagem para aprender os tramites de cada ocorrência.

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