O Mistério do Mourão que Criou Pernas Isso é TERRORISMO!!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Gianecchini Fidelense



O Método Stanislavski: A Saga de Rodrigues 67

Rodrigues 67(FICTÍCIO) não era apenas um homem; ele era um conceito. Enquanto meros mortais trabalham com CLT, ele jurava de pés juntos que seu nome estava gravado no panteão do Projac. Mas, como o diabo mora nos detalhes (e o Rodrigues no interior), a verdade sobre sua "carreira artística" era um pouco mais... manual.

O Papel de uma Vida

Diz a lenda que, durante uma gravação épica em São Fidélis, Rodrigues não foi figurante. Ele ocupou um cargo de altíssima periculosidade e precisão biomecânica.

Sua função? Toda vez que o icônico Tony Ramos sentia o chamado da natureza no meio do matagal, lá ia Rodrigues. Sua missão era técnica: após o astro se aliviar, Rodrigues entrava em cena para executar o "sacolejo final". Basicamente, ele era um Estabilizador de Apêndice Global. Se o Tony saísse de lá sem pingos na calça, o mérito era todo do talento manual do nosso herói.

O Golpe do "Você Sabe Com Quem Está Falando?"

Certa noite, em uma estrada de terra que nem o GPS do Google ousa narrar, a fome apertou. Rodrigues, ostentando um topete fixado com Gel Blindado 96 Horas (que resistiria a um furacão categoria 5), olhou para o parceiro e sentenciou:

— Fica no carro. Vou usar meu brilho de estrela e o carisma que adquiri balançando o Tony para descolar um brinde para nós.

Ele não caminhou até a lanchonete; ele desfilou. O queixo estava tão erguido que ele quase tropeçou num vira-lata. Ao chegar no balcão, ele engrossou a voz, buscando um tom entre Tarcísio Meira e um locutor de rodeio:

Minha cara... por obséquio, providencie uma Coca de dois litros para um artista da casa.

A atendente, que tinha o carisma de um bloco de concreto, nem levantou o olho do celular:

 — Só tem Fanta 600ml.

 

O Choque de Realidade (e de Preço)

Rodrigues, mantendo o personagem mesmo diante da laranjada genérica, aceitou. Afinal, astros não discutem menu. O plano era pegar a garrafa, dar uma piscadinha de galã e sair flutuando. Mas veio o golpe de misericórdia:

— São R$ 20,00 — disse a mulher, com a frieza de quem cobra pedágio no inferno.

O "ator" quase perdeu a fixação do gel.

 — Vinte? Por uma Fanta? Ela vem com um autógrafo do Bonner ou o gás é importado de Paris?

 

O Grand Finale

A carteira de Rodrigues, que estava mais vazia que o roteiro de novela das três, só revelou uma nota de R$ 5,00 toda amassada. O galã teve que bater em retirada, com o rabo entre as pernas, para pedir o restante ao parceiro.

O desfecho foi digno de um filme de drama cult: os dois amigos dividindo 600ml de refrigerante morno, servido em um conta-gotas imaginário, para que a humilhação durasse o máximo possível.


Moral da história: Na vida, você pode até balançar o instrumento do Tony Ramos, mas na hora da Fanta, quem balança o seu bolso é a realidade.







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