quarta-feira, 16 de julho de 2014

O Comboio de um Homem Só (e Meio Batalhão)


O Comboio de um Homem Só (e Meio Batalhão)

Geórgio87 sempre teve o "diesel nas veias". Ex-caminhoneiro raiz, daqueles que faz curva em dois tempos e dorme com o barulho de motor de geladeira. Quando o Sgt gritou: "Preciso de um voluntário para levar o ônibus ao 8º!", Geórgio não ouviu o resto. Ele só ouviu o chamado da estrada... e do destino.

Ele pegou a chave como se fosse a Tocha Olímpica, saltou para dentro do ônibus e deu a partida. O motor rugiu. Geórgio sorriu.

O Incidente da Cancela: O sentinela do 12º Batalhão, um rapaz que ainda estava processando o café da manhã, viu aquele monstro de ferro vindo em sua direção. Ele tentou erguer a cancela. Não deu tempo. O ônibus de Geórgio não passou pela saída; ele redefiniu a saída.

Com um estrondo de "festa de ferro-velho", o portão principal do batalhão — uma estrutura de ferro reforçado que intimidava até pensamento ruim — decidiu que não queria ficar para trás. Ele se abraçou ao para-choque traseiro do ônibus e foi.

O Delírio de Grandeza: Pelas ruas, Geórgio estava em êxtase. — Caramba, como o povo do México é hospitaleiro! — pensava ele, vendo as pessoas na calçada pulando, gritando e agitando os braços desesperadamente. — Devem ser fãs de transporte coletivo!

Ele acenava de volta com a mão real, enquanto a "cauda" metálica do ônibus ia deixando um rastro de faíscas que faria inveja a qualquer show de rock.

A Escolta de Honra: Logo, o retrovisor ficou azul e vermelho. Dez viaturas com sirenes abertas. — Olha só, Vinicius e De Souza devem estar vindo atrás para garantir que ninguém roube o ônibus! Que moral eu tenho! — Geórgio pisou fundo. No que uma viatura tentava emparelhar para gritar "PARA O CARRO, PELO AMOR DE DEUS!", Geórgio reduzia uma marcha e jogava o ônibus pro lado: — Aqui não, parceiro! Hoje o piloto sou eu! Primeiro lugar ou nada!

O Choque de Realidade na Serrinha: A festa só parou na barreira da PRF. Tinha tanto cone, viatura e policial com a mão na cabeça que Geórgio achou que era o comitê de boas-vindas. Ele desceu do ônibus, ajustou a farda e foi falar com o inspetor:

— E aí, comando? Onde é o palanque para o discurso?

O PRF, com os olhos estáticos, apenas apontou para trás do ônibus com o dedo trêmulo.

Geórgio olhou.

Lá estava ele: o portão principal do 12º Batalhão, agora com 15 cm a menos de altura devido ao lixamento forçado no asfalto, agarrado como um carrapato de metal. O asfalto da rodovia tinha uma valeta central perfeita, cortesia da "lâmina" improvisada. Metade da fiação da cidade e um pedaço da guarita do sentinela provavelmente estavam enroscados ali também.

Geórgio87 coçou a cabeça, olhou para o rastro de destruição de 20 km e soltou a pérola:

— Rapaz... eu bem que achei que esse ônibus estava fazendo um barulhinho de "ferro com ferro" na terceira marcha. Pensei que era falta de graxa!


Ainda bem que na TERRA DISTANTE as entradas são livres. Provavelmente porque o Geórgio87 já passou por lá e levou todos os portões para o ferro-velho do destino!



sexta-feira, 11 de julho de 2014

HULK AFRO-DESCENDENTE BÊBADO



O Incrível Hulk e a Cueca do Apocalipse

Joderlan estava num jejum de álcool tão casto que já estava quase levitando. Mas, como diz o ditado em Terra Distante: "O primeiro gole é o GPS que te leva pro lugar errado". Ele encontrou os "amigos" (aqueles que o capeta envia com gelo e limão) e, em três palitos, o Hulk já estava operando em modo Radiação Gama Etílica.

1. O Atentado ao Totó: Joderlan chegou na rua de casa, mas o cérebro dele já tinha dado "logoff". Entrou no portão da vizinha e deu de cara com o cachorro dela. O bicho, claro, latiu como se tivesse visto um lobisomem de farda. Joderlan parou, colocou a mão na cintura e começou o sermão: — "Escuta aqui, seu jaguara! Eu gasto metade do meu soldo em ração de picanha pra você e é assim que você me recebe? Latindo pro seu provedor? Onde está a gratidão canina?" O cachorro parou de latir só de confusão mental. Nunca tinha sido xingado com tanta convicção por um estranho.

2. A "DR" com a Invasora Fantasma: A vizinha, apareceu na sala berrando: "SAI DAQUI, JODERLAN! VOCÊ TÁ LOUCO?". Joderlan, achando que era a própria esposa reclamando do hálito de cana, nem olhou no rosto dela: — "Pode ir parando! Se não está satisfeita com meu estado deplorável, a BR é logo ali! Quem manda nessa reserva de petróleo sou eu! Vou tomar um banho e não quero ouvir um pio!"

3. O Desfile da "Victoria's Secret" do Paraguai: Aí começou o show de horrores. Joderlan decidiu que a sala da vizinha era o camarim do Municipal. Começou a arrancar a roupa. Camisa pra um lado, calça pro outro... até sobrar apenas a Cueca do Apocalipse. Era uma peça de engenharia têxtil tão estranha — talvez verde limão com estampa de abacaxi, ou uma bege com o elástico vencido desde 1998 — que a vizinha quase chamou o exército.

4. O Batismo da Cozinha: Cego como um morcego no sol, ele errou o banheiro. Entrou na cozinha, parou na frente do fogão e, com a dignidade de um lorde, achou que estava no mictório. — "Ué, trocaram o vaso por um de quatro bocas? Moderno..." — e tome "batismo" no piso de cerâmica.

5. O Gran Finale: Passando mal, o Hulk começou a fazer o "chafariz" de vômito, decorando o corredor da vizinha com o que sobrou do tira-gosto do bar. Ele olhava para as fotos na parede e reclamava: — "Credo, mulher! Quando foi que a gente tirou foto com esse pessoal feio? Nossa casa tá uma bagunça!"

Ele achou um quarto, viu uma cama e desabou como um prédio sendo implodido. Ficou lá, roncando como uma motosserra estragada, só de cueca esquisita e alma lavada (em álcool).


A sorte do Joderlan é que a vizinha é divorciada. Se o ex-marido chega e encontra um Hulk afro-descendente, de cueca de bolinha, dormindo o sono dos justos no colchão de mola dele depois de ter lavado a cozinha com "suco de cevada processado", a Terra Distante teria seu primeiro caso de abdução por legítima defesa!







Por isso na TERRA DISTANTE não existe bar, bebida só refrigerante.