O Mistério do Mourão que Criou Pernas Isso é TERRORISMO!!

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Saga de Zaqueu



O Milagre da Deglutição Instantânea: A Saga de Zaqueu

Zaqueu é aquele tipo de sujeito que mantém a calma até o momento em que a perde completamente. Em um dia de sol escaldante, ele e sua equipe deram um bote: 100 gramas da "erva maldita" devidamente apreendidas. No calor da emoção, o informe via rádio já saiu inflado: 

"Chefia, temos aqui quase meio quilo de entorpecente!" (Afinal, no mundo de Zaqueu, o olho é uma balança que sempre arredonda para cima).

O Sumiço Misterioso

Chegaram à D.P. com aquela pose de dever cumprido. O suspeito foi direto para o xadrez, e a equipe ficou ali, jogando conversa fora, esperando o Inspetor. Quando o Inspetor finalmente gritou: "Tragam o material!", o mundo de Zaqueu girou.

Ele olhou para a mão de um, para o bolso do outro... e nada. A droga tinha evaporado. Passou por cinco mãos, cada um jurando pela vida da vizinha que não estava com o pacote. Zaqueu, em um lapso de honestidade trágica, admitiu: — Eu peguei. Mas onde eu enfiei, só Deus e o espírito do Bob Marley sabem.

O Surto de Gênio

Reviraram a delegacia, sacudiram o suspeito (que já não entendia nada), desmontaram o forro da viatura e o desespero se instalou. Foi quando a viatura da Supervisão encostou no pátio. O Coronel desceu com aquela cara de quem toma café com pólvora e perguntou: — Parabéns ! Cadê a droga da ocorrência? Quero tirar uma foto.

Foi nesse instante que o disjuntor da lógica de Zaqueu desarmou. Ele não viu outra saída a não ser o Teatro Municipal do Absurdo. Ele se jogou no chão da delegacia, abraçou as botas do supervisor e começou a soluçar como se tivesse perdido um herdeiro:

"MEU CHEFE! EU CONFESSO! EU NÃO RESISTI! EU SOU UM DOENTE, UM DEPENDENTE QUÍMICO ESCRAVIZADO PELO VICIO! EU FUMEI TUDO! FUMEI OS 100 GRAMAS AGORA MESMO NO BANHEIRO!"

O Silêncio Ensurdecedor

A delegacia parou. O Inspetor parou de digitar. O preso parou de reclamar. O Supervisor olhou para Zaqueu, olhou para o relógio (fazia 10 minutos que eles tinham chegado) e pensou: "Como esse homem fumou 100 gramas de maconha em 10 minutos sem um maçarico industrial e sem cair morto de hipoglicemia?"

Enquanto os colegas, constrangidos e aos prantos de rir e de pena, carregavam Zaqueu "em choque" para o carro, o milagre aconteceu. Ao ser jogado no banco de trás para ser levado ao hospital (ou ao hospício), ele sentiu um volume sob o assento.

A Ressurreição

Zaqueu saltou do carro como se tivesse sido atingido por um raio de iluminação divina. O choro parou instantaneamente. Ele levantou a sacola e, com a dignidade de quem acaba de ganhar a Mega-Sena, gritou a plenos pulmões:

"PEGADINHA DO MALANDRO! IÉ-IÉ! TÁ AQUI, CHEFE! ERA SÓ UM TESTE DE ESTRESSE!"

A Teoria da Relatividade de Zaqueu

Mais tarde, já devidamente esculachado por todos os presentes, ele explicou sua tese jurídica: — Vejam bem, se eu perco a droga, é processo e expulsão. Mas se eu digo que sou viciado e comi/fumei a prova, a corporação tem que me tratar! Eu ia passar seis meses num SPA de reabilitação comendo gelatina e jogando pingue-pongue, em vez de ir para o presídio!

Zaqueu saiu dali sem a droga, mas com a fama eterna de ser o único homem na história da segurança pública capaz de tentar meter um "atestado de viciado relâmpago" para fugir de uma burocracia.






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