O Mistério do "Petroleiro" Corno
O Mistério do "Petroleiro" Corno O sol de meio-dia no pasto do Afeganistão não estava para brincadeira. A viatura de De Souza e M. Vinicius parecia uma airfryer sobre rodas. A denúncia na central era grave: "Ossada humana abandonada". Ao chegarem, De Souza, que se autointitula o "Sherlock Holmes do Agreste", desceu da viatura ajustando os óculos escuros. Olhou para o monte de ossos brancos sob o sol e sentenciou: — Vinicius, isola tudo! É um crime passional de alta periculosidade. O elemento era um figurão, provavelmente do ramo do petróleo. — Petroleiro, De Souza? Como você sabe? — perguntou Vinicius, esticando a fita zebrada num galho de algaroba. — Elementar, meu caro parceiro! Olha o figurino: o corpo está envolto em couro legítimo . Só gente da alta usa uma jaqueta dessas até depois de morto. E veja o crânio... o sujeito era tão rico que a galhada não era de osso, era um monumento à infidelidade! Três horas depois, surge o perito. O homem veio de ...