QUE SACO !
A Lenda do Pocotó e a Porta Giratória Apresento-lhes a lenda: meu grande amigo Ricardo Pocotó . Um gordinho que é pura simpatia, o rei da resenha, mas que carrega consigo um... digamos... fardo anatômico de proporções épicas que o limita um bocado. Certo dia, o homem precisava cumprir seu papel de brasileiro e foi ao banco pagar um daqueles carnês atrasados. A tragédia começou logo na entrada. A porta giratória — a arqui-inimiga da humanidade — cismou com ele. Travou geral! A luz vermelha piscou, o alarme berrou. Pocotó, na maior paciência do mundo, chamou o vigilante no cantinho: — Chefe, o negócio é o seguinte: tô armado. É só a minha arma. Rapaz, mas não teve acordo! Depois de meia hora de ladainha, nem com reza braba, decreto papal ou choro o gerente liberou a entrada do homem com o trabuco. Como o juros do boleto tava correndo solto, ele não teve escolha. Fez o retorno, correu na casa de um parceiro ali perto, deixou a arma debaixo do colchão do amigo e voltou para o c...