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QUE SACO !

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A Lenda do Pocotó e a Porta Giratória Apresento-lhes a lenda: meu grande amigo Ricardo Pocotó . Um gordinho que é pura simpatia, o rei da resenha, mas que carrega consigo um... digamos... fardo anatômico de proporções épicas que o limita um bocado. Certo dia, o homem precisava cumprir seu papel de brasileiro e foi ao banco pagar um daqueles carnês atrasados. A tragédia começou logo na entrada. A porta giratória — a arqui-inimiga da humanidade — cismou com ele. Travou geral! A luz vermelha piscou, o alarme berrou. Pocotó, na maior paciência do mundo, chamou o vigilante no cantinho: — Chefe, o negócio é o seguinte: tô armado. É só a minha arma. Rapaz, mas não teve acordo! Depois de meia hora de ladainha, nem com reza braba, decreto papal ou choro o gerente liberou a entrada do homem com o trabuco. Como o juros do boleto tava correndo solto, ele não teve escolha. Fez o retorno, correu na casa de um parceiro ali perto, deixou a arma debaixo do colchão do amigo e voltou para o c...

A Ascensão e a Queda de A. Cruz no High Society

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A Ascensão e a Queda de A. Cruz no High Society A. Cruz (FICTÍCIO) não apenas entrou no clube VIP; ele invadiu o ecossistema da alta sociedade com seu corpo estilo Bob Esponja : ombros retos, cintura inexistente e uma sunga que lutava bravamente para manter a dignidade geográfica. Ele estava em todos os lugares. Jogou tênis, golfe e peteca (sim, ele levou peteca para um clube de golfe) com a energia de quem acabou de ganhar na Mega-Sena. Enquanto o Edu Guedes grelhava lagostas banhadas em manteiga de trufas, nosso querido Cruz as devorava como se fossem espetinhos de gato na rodoviária. Ele misturava Dry Martinis com uma desenvoltura que faria o James Bond parecer um amador. Ele era o rei. Ele era a capa da revista "OS CARAS" . O Incidente Diplomático no Trono de Ouro Mas o destino é cruel. A mistura de frutos do mar exóticos com coquetéis de cores neon gerou uma "revolução industrial" no abdômen quadrado de Cruz. Ele correu para o banheiro. O lugar era t...

A Saga de Zaqueu

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O Milagre da Deglutição Instantânea: A Saga de Zaqueu Zaqueu é aquele tipo de sujeito que mantém a calma até o momento em que a perde completamente. Em um dia de sol escaldante, ele e sua equipe deram um bote: 100 gramas da "erva maldita" devidamente apreendidas. No calor da emoção, o informe via rádio já saiu inflado:  "Chefia, temos aqui quase meio quilo de entorpecente!" (Afinal, no mundo de Zaqueu, o olho é uma balança que sempre arredonda para cima). O Sumiço Misterioso Chegaram à D.P. com aquela pose de dever cumprido. O suspeito foi direto para o xadrez, e a equipe ficou ali, jogando conversa fora, esperando o Inspetor. Quando o Inspetor finalmente gritou: "Tragam o material!" , o mundo de Zaqueu girou. Ele olhou para a mão de um, para o bolso do outro... e nada. A droga tinha evaporado. Passou por cinco mãos, cada um jurando pela vida da vizinha que não estava com o pacote. Zaqueu, em um lapso de honestidade trágica, admitiu: — Eu peguei. Mas o...

A Odisséia de Ricardo Pocotó: O Caçador do deserto.

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A Odisséia de Ricardo Pocotó: O Caçador do deserto. Ricardo Pocotó (FICTÍCIO) resolveu que a Terra Distante era pequena demais para o seu brilho. Queria ser o "Xerife do Atacama". Mal sabia ele que o deserto guarda segredos, e o maior deles era a sua total falta de noção. O Achado Estratégico Pocotó estava patrulhando quando avistou algo entre as dunas. Não era uma miragem. Era uma ossada, provavelmente de uma pessoa que estava desaparecida a uma semana. Em vez de isolar a área, Pocotó pensou: "Se eu chamar a perícia, os caras demoram, o sol se põe e eu perco o 'JN'. Vou agilizar o processo." No Método "Pocotó" de Logística, Sem luvas, sem saco cadavérico, mas com muita "proatividade", ele catou os restos mortais como quem recolhe latinha em final de bloco de Carnaval. Jogou tudo no porta-malas do carro da corporação, junto com o pneu estepe e um fardo de água mineral. Antes de ir para a delegacia, ligou para a TV local: — ...

Gianecchini Fidelense

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O Método Stanislavski: A Saga de Rodrigues 67 Rodrigues 67(FICTÍCIO) não era apenas um homem; ele era um conceito . Enquanto meros mortais trabalham com CLT, ele jurava de pés juntos que seu nome estava gravado no panteão do Projac. Mas, como o diabo mora nos detalhes (e o Rodrigues no interior), a verdade sobre sua "carreira artística" era um pouco mais... manual. O Papel de uma Vida Diz a lenda que, durante uma gravação épica em São Fidélis, Rodrigues não foi figurante. Ele ocupou um cargo de altíssima periculosidade e precisão biomecânica . Sua função? Toda vez que o icônico Tony Ramos sentia o chamado da natureza no meio do matagal, lá ia Rodrigues. Sua missão era técnica: após o astro se aliviar, Rodrigues entrava em cena para executar o "sacolejo final". Basicamente, ele era um Estabilizador de Apêndice Global . Se o Tony saísse de lá sem pingos na calça, o mérito era todo do talento manual do nosso herói. O Golpe do "Você Sabe Com Quem Está Fal...

O Mistério do "Petroleiro" Corno

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O Mistério do "Petroleiro" Corno O sol de meio-dia no pasto do Afeganistão não estava para brincadeira. A viatura de De Souza e M. Vinicius parecia uma airfryer sobre rodas. A denúncia na central era grave: "Ossada humana abandonada". Ao chegarem, De Souza, que se autointitula o "Sherlock Holmes do Agreste", desceu da viatura ajustando os óculos escuros. Olhou para o monte de ossos brancos sob o sol e sentenciou: — Vinicius, isola tudo! É um crime passional de alta periculosidade. O elemento era um figurão, provavelmente do ramo do petróleo. — Petroleiro, De Souza? Como você sabe? — perguntou Vinicius, esticando a fita zebrada num galho de algaroba. — Elementar, meu caro parceiro! Olha o figurino: o corpo está envolto em couro legítimo . Só gente da alta usa uma jaqueta dessas até depois de morto. E veja o crânio... o sujeito era tão rico que a galhada não era de osso, era um monumento à infidelidade! Três horas depois, surge o perito. O homem veio de ...

O Comboio de um Homem Só (e Meio Batalhão)

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O Comboio de um Homem Só (e Meio Batalhão) Geórgio87 sempre teve o "diesel nas veias". Ex-caminhoneiro raiz, daqueles que faz curva em dois tempos e dorme com o barulho de motor de geladeira. Quando o Sgt gritou: "Preciso de um voluntário para levar o ônibus ao 8º!", Geórgio não ouviu o resto. Ele só ouviu o chamado da estrada... e do destino. Ele pegou a chave como se fosse a Tocha Olímpica, saltou para dentro do ônibus e deu a partida. O motor rugiu. Geórgio sorriu. O Incidente da Cancela: O sentinela do 12º Batalhão, um rapaz que ainda estava processando o café da manhã, viu aquele monstro de ferro vindo em sua direção. Ele tentou erguer a cancela. Não deu tempo. O ônibus de Geórgio não passou pela saída; ele redefiniu a saída. Com um estrondo de "festa de ferro-velho", o portão principal do batalhão — uma estrutura de ferro reforçado que intimidava até pensamento ruim — decidiu que não queria ficar para trás. Ele se abraçou ao para-choque traseiro do...