segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

HOBBIES NOTURNOS





O Ciclista do Apocalipse Operacional: A Saga de Alves Cocão

Existem pessoas que pedalam para perder peso, outras para salvar o planeta. J. Alves Cocão (FICTÍCIO) pedala para testar os batimentos cardíacos da corporação.

O sujeito, que já tem um passado que nem o Google Maps consegue rastrear direito, resolveu adotar um hobby exótico: o "Triatlo da Abordagem". A modalidade consiste em: pedalar, fugir e ser revistado.

O Ritual da Meia-Noite

Quando o relógio bate as doze badaladas, Cocão não vira abóbora; ele vira elemento suspeito. Ele se veste com o kit "Procurado nº 1":

  • Um short bem curto.

  • Capuz ajustado até o nariz (estilo Assassin's Creed da quebrada).

  • E uma bicicleta que, no escuro, parece estar fugindo de três assaltos simultâneos.

A Isca e o Anzol

O Cocão não apenas pedala; ele caça viaturas. Quando avista o giroflex, o instinto de ator da Globo desperta. Ele não continua o trajeto normalmente (isso seria sem graça). Ele abaixa a cabeça, mete o pé no pedal e começa a ziguezaguear como se estivesse carregando o ouro do Banco Central na mochila.

Os recrutas novos, que estão com o "sangue no olho" e o manual debaixo do braço, pensam: "É hoje que eu viro herói!".

O Show do Intervalo

A sirene toca: Wiu-Wiu-Wiu! 🚨

Nesse momento, Cocão atinge o nirvana. Antes mesmo da viatura parar totalmente, o cara já está:

  1. Com a bike encostada.

  2. De cara na parede (que ele escolhe a dedo, se for chapiscada ele reclama).

  3. De pernas tão abertas que parece que está tentando fazer um espacate.

O silêncio dele é ensurdecedor. O recruta, suando frio, chega com a mão na coronha: — "Mão na cabeça! O que tem aí?!"

E o Cocão, com a calma de quem está num spa, apenas sussurra: — "Os documentos estão no bolso de trás, aspira... pode conferir, o tato é seu."

O "Plot Twist" da Terra Distante

Só depois que o policial já revistou até as costuras do moletom, conferiu se não tinha nada dentro dos pneus e já está chamando o guincho, é que o Cocão vira o rosto com aquele sorriso de quem acabou de ganhar na loteria:

— "Fica frio, meu jovem. Excelente abordagem, nota 8.5! Sou da casa, sou o Cocão lá da Terra Distante. Só estava conferindo se vocês estão atentos mesmo!"

sábado, 29 de novembro de 2014

QUE SACO !



A Lenda do Pocotó e a Porta Giratória

Apresento-lhes a lenda: meu grande amigo Ricardo Pocotó. Um gordinho que é pura simpatia, o rei da resenha, mas que carrega consigo um... digamos... fardo anatômico de proporções épicas que o limita um bocado.

Certo dia, o homem precisava cumprir seu papel de brasileiro e foi ao banco pagar um daqueles carnês atrasados. A tragédia começou logo na entrada. A porta giratória — a arqui-inimiga da humanidade — cismou com ele. Travou geral! A luz vermelha piscou, o alarme berrou.

Pocotó, na maior paciência do mundo, chamou o vigilante no cantinho: — Chefe, o negócio é o seguinte: tô armado. É só a minha arma.

Rapaz, mas não teve acordo! Depois de meia hora de ladainha, nem com reza braba, decreto papal ou choro o gerente liberou a entrada do homem com o trabuco.

Como o juros do boleto tava correndo solto, ele não teve escolha. Fez o retorno, correu na casa de um parceiro ali perto, deixou a arma debaixo do colchão do amigo e voltou para o campo de batalha.

Desarmado, puro, limpo de todo e qualquer metal. Foi entrar e... TRAVOU DE NOVO! A porta apitava como se ele fosse o próprio Homem de Ferro.

Foram DUAS HORAS de negociação intensa. O vigilante suava, o gerente não arredava o pé de dentro da agência, e o Pocotó já tava com a paciência além do limite do cheque especial. Tomado pela fúria incontrolável de quem só queria pagar uma conta, ele chutou o balde!

No meio da agência lotada, começou a arrancar a roupa ali mesmo para provar sua inocência. Tira o cinto, tira a camisa e, quando ele abaixou a calça... meus amigos... o peso da gravidade cobrou seu preço.

Seu saco escrotal colossal simplesmente DESPENCOU! E bateu no chão de mármore da agência com um estrondo surdo: PLACT!

Foi um escândalo bíblico! Senhorinhas começaram a se benzer, o rapaz do caixa paralisou, um silêncio sepulcral tomou conta do banco. E o vigilante? O vigilante, com os olhos marejados de pura comoção (e talvez um pouco de terror), gentilmente pegou Pocotó pelo braço e o escoltou direto, sem escalas, para o guichê de deficientes, para que aquele herói guerreiro fosse atendido o mais rápido possível.

E foi assim que, na TERRA DISTANTE, a expressão "QUE SACO!" ganhou um peso... inestimável!




quarta-feira, 12 de novembro de 2014

A Ascensão e a Queda de A. Cruz no High Society



A Ascensão e a Queda de A. Cruz no High Society


A. Cruz (FICTÍCIO) não apenas entrou no clube VIP; ele invadiu o ecossistema da alta sociedade com seu corpo estilo Bob Esponja: ombros retos, cintura inexistente e uma sunga que lutava bravamente para manter a dignidade geográfica. Ele estava em todos os lugares. Jogou tênis, golfe e peteca (sim, ele levou peteca para um clube de golfe) com a energia de quem acabou de ganhar na Mega-Sena.

Enquanto o Edu Guedes grelhava lagostas banhadas em manteiga de trufas, nosso querido Cruz as devorava como se fossem espetinhos de gato na rodoviária. Ele misturava Dry Martinis com uma desenvoltura que faria o James Bond parecer um amador. Ele era o rei. Ele era a capa da revista "OS CARAS".

O Incidente Diplomático no Trono de Ouro

Mas o destino é cruel. A mistura de frutos do mar exóticos com coquetéis de cores neon gerou uma "revolução industrial" no abdômen quadrado de Cruz. Ele correu para o banheiro.

O lugar era tão luxuoso que ele quase pediu o cardápio para o vaso sanitário. Registros folhados a ouro, sensores que liam sua alma e um ar comprimido para secar as mãos que quase o levitou. Mas o instinto de sobrevivência do subúrbio falou mais alto: ele forrou o assento. Ele criou uma verdadeira obra de engenharia com camadas de papel folha tripla perfumado com essência de lavanda francesa.

O Desfile da Noiva de Celulose

O erro foi a pressa. Sob o efeito dos 14 tipos de gins diferentes, Cruz subiu a sunga com a força de um guindaste. Ele não percebeu que uma "língua" de papel higiênico de aproximadamente dois metros e meio ficou presa no elástico traseiro.

Ao sair do banheiro, ele não era mais um simples mortal. Ele era uma cometa.Quando ele cruzou o salão principal, a cauda branca flutuava majestosamente atrás dele, varrendo o chão de mármore italiano. As madames engasgaram com o champanhe. Os garçons deixaram cair as bandejas.  As pessoas começaram a apontar e gritar: "Ei! Atrás de você!". E o que o Cruz fez? Com a alma lavada e a bebedeira no ápice, ele achou que era o clímax da sua popularidade.

Ele começou a distribuir tchauzinhos de Miss Universo. Fazia sinal de "paz e amor". Mandava beijos para os sócios do clube, enquanto a cauda de papel higiênico dava um "looping" no ar a cada passo saltitante que ele dava em direção à piscina.

O Ostracismo no "Terra Distante"

O choque de realidade veio quando ele tentou dar um mergulho e a "cauda" começou a boiar, bloqueando o filtro de uma piscina de 2 milhões de reais.

Hoje, A. Cruz é persona non grata em qualquer lugar que tenha talheres de prata. Seu único refúgio é o clube TERRA DISTANTE, onde o único critério para entrar é ter o corpo quadrado e não se importar se o papel higiênico for de folha simples e lixa 40.







terça-feira, 4 de novembro de 2014

A Saga de Zaqueu



O Milagre da Deglutição Instantânea: A Saga de Zaqueu

Zaqueu é aquele tipo de sujeito que mantém a calma até o momento em que a perde completamente. Em um dia de sol escaldante, ele e sua equipe deram um bote: 100 gramas da "erva maldita" devidamente apreendidas. No calor da emoção, o informe via rádio já saiu inflado: 

"Chefia, temos aqui quase meio quilo de entorpecente!" (Afinal, no mundo de Zaqueu, o olho é uma balança que sempre arredonda para cima).

O Sumiço Misterioso

Chegaram à D.P. com aquela pose de dever cumprido. O suspeito foi direto para o xadrez, e a equipe ficou ali, jogando conversa fora, esperando o Inspetor. Quando o Inspetor finalmente gritou: "Tragam o material!", o mundo de Zaqueu girou.

Ele olhou para a mão de um, para o bolso do outro... e nada. A droga tinha evaporado. Passou por cinco mãos, cada um jurando pela vida da vizinha que não estava com o pacote. Zaqueu, em um lapso de honestidade trágica, admitiu: — Eu peguei. Mas onde eu enfiei, só Deus e o espírito do Bob Marley sabem.

O Surto de Gênio

Reviraram a delegacia, sacudiram o suspeito (que já não entendia nada), desmontaram o forro da viatura e o desespero se instalou. Foi quando a viatura da Supervisão encostou no pátio. O Coronel desceu com aquela cara de quem toma café com pólvora e perguntou: — Parabéns ! Cadê a droga da ocorrência? Quero tirar uma foto.

Foi nesse instante que o disjuntor da lógica de Zaqueu desarmou. Ele não viu outra saída a não ser o Teatro Municipal do Absurdo. Ele se jogou no chão da delegacia, abraçou as botas do supervisor e começou a soluçar como se tivesse perdido um herdeiro:

"MEU CHEFE! EU CONFESSO! EU NÃO RESISTI! EU SOU UM DOENTE, UM DEPENDENTE QUÍMICO ESCRAVIZADO PELO VICIO! EU FUMEI TUDO! FUMEI OS 100 GRAMAS AGORA MESMO NO BANHEIRO!"

O Silêncio Ensurdecedor

A delegacia parou. O Inspetor parou de digitar. O preso parou de reclamar. O Supervisor olhou para Zaqueu, olhou para o relógio (fazia 10 minutos que eles tinham chegado) e pensou: "Como esse homem fumou 100 gramas de maconha em 10 minutos sem um maçarico industrial e sem cair morto de hipoglicemia?"

Enquanto os colegas, constrangidos e aos prantos de rir e de pena, carregavam Zaqueu "em choque" para o carro, o milagre aconteceu. Ao ser jogado no banco de trás para ser levado ao hospital (ou ao hospício), ele sentiu um volume sob o assento.

A Ressurreição

Zaqueu saltou do carro como se tivesse sido atingido por um raio de iluminação divina. O choro parou instantaneamente. Ele levantou a sacola e, com a dignidade de quem acaba de ganhar a Mega-Sena, gritou a plenos pulmões:

"PEGADINHA DO MALANDRO! IÉ-IÉ! TÁ AQUI, CHEFE! ERA SÓ UM TESTE DE ESTRESSE!"

A Teoria da Relatividade de Zaqueu

Mais tarde, já devidamente esculachado por todos os presentes, ele explicou sua tese jurídica: — Vejam bem, se eu perco a droga, é processo e expulsão. Mas se eu digo que sou viciado e comi/fumei a prova, a corporação tem que me tratar! Eu ia passar seis meses num SPA de reabilitação comendo gelatina e jogando pingue-pongue, em vez de ir para o presídio!

Zaqueu saiu dali sem a droga, mas com a fama eterna de ser o único homem na história da segurança pública capaz de tentar meter um "atestado de viciado relâmpago" para fugir de uma burocracia.






quarta-feira, 22 de outubro de 2014

A Odisséia de Ricardo Pocotó: O Caçador do deserto.



A Odisséia de Ricardo Pocotó: O Caçador do deserto.

Ricardo Pocotó (FICTÍCIO) resolveu que a Terra Distante era pequena demais para o seu brilho. Queria ser o "Xerife do Atacama". Mal sabia ele que o deserto guarda segredos, e o maior deles era a sua total falta de noção.

O Achado Estratégico

Pocotó estava patrulhando quando avistou algo entre as dunas. Não era uma miragem. Era uma ossada, provavelmente de uma pessoa que estava desaparecida a uma semana.

Em vez de isolar a área, Pocotó pensou: "Se eu chamar a perícia, os caras demoram, o sol se põe e eu perco o 'JN'. Vou agilizar o processo." No Método "Pocotó" de Logística, Sem luvas, sem saco cadavérico, mas com muita "proatividade", ele catou os restos mortais como quem recolhe latinha em final de bloco de Carnaval.

Jogou tudo no porta-malas do carro da corporação, junto com o pneu estepe e um fardo de água mineral. Antes de ir para a delegacia, ligou para a TV local:

— "Oi, é da redação? Aqui é o Pocotó. Venham pra D.P. que eu acabei de desvendar o maior mistério do Atacama. Tragam o drone!"

O Show de Horror na Delegacia

Pocotó chegou na D.P. fazendo zerinho no pátio. Desceu com um saco de supermercado nas costas, pingando um "caldo" que não era de cana. Entrou na sala do Delegado — um homem que só queria se aposentar em paz — e deu aquela pancada no chão: BUM!

Pocotó: "Olha aí, Doutor! Trouxe um presente do deserto. Pode lavrar o flagrante!"

 — Delegado (quase infartando): "Pocotó... que cheiro de museu do horror é esse? O que tem nesse saco?"

Pocotó (orgulhoso): "Material apreendido, Dr.! Achei abandonado na areia. Quase certeza que é o rapaz desaparecido.

O Delegado abriu o saco e deu de cara com uma mandíbula sorrindo para ele. O grito do Dr. foi ouvido em três estados vizinhos.

O Diálogo do Ano na Central

Enquanto o Delegado tentava reanimar seu próprio coração, Pocotó pegou o rádio com a maior calma do mundo:

Pocotó: "Central, aqui é o Pocotó. Ocorrência encerrada às 14h. Pode dar baixa."

 — Central: "Positivo, Pocotó. Informe a natureza da ocorrência."

 — Pocotó: "Apreensão de material diverso por abandono de proprietário."

 — Central: "Que material?"

Pocotó: "Ah, uns  ossos, uma dentadura incompleta e uns retalhos de carne charqueada humana."

Central (silêncio de 10 segundos): "Pocotó... você tá falando de um presunto?"

 — Pocotó: "Presunto não, Central. Tá mais pra um Carpaccio de Múmia. O Inspetor não quis assinar o RO, disse que ia vomitar. Tô voltando pro setor!"

O Desfecho

Enquanto isso, o Comandante-Geral almoçava assistindo ao "Alerta Atacama". A manchete passava em letras garrafais: "POLICIAL ENCONTRA EL DORADO HUMANO E CARREGA NAS COSTAS". O Comandante engasgou com a farofa.

O resultado? 10 dias de caserna para o Pocotó refletir sobre a diferença entre um "objeto achado" e uma "ossada”, além de 1 ano de reciclagem para aprender os tramites de cada ocorrência.




segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Gianecchini Fidelense



O Método Stanislavski: A Saga de Rodrigues 67

Rodrigues 67(FICTÍCIO) não era apenas um homem; ele era um conceito. Enquanto meros mortais trabalham com CLT, ele jurava de pés juntos que seu nome estava gravado no panteão do Projac. Mas, como o diabo mora nos detalhes (e o Rodrigues no interior), a verdade sobre sua "carreira artística" era um pouco mais... manual.

O Papel de uma Vida

Diz a lenda que, durante uma gravação épica em São Fidélis, Rodrigues não foi figurante. Ele ocupou um cargo de altíssima periculosidade e precisão biomecânica.

Sua função? Toda vez que o icônico Tony Ramos sentia o chamado da natureza no meio do matagal, lá ia Rodrigues. Sua missão era técnica: após o astro se aliviar, Rodrigues entrava em cena para executar o "sacolejo final". Basicamente, ele era um Estabilizador de Apêndice Global. Se o Tony saísse de lá sem pingos na calça, o mérito era todo do talento manual do nosso herói.

O Golpe do "Você Sabe Com Quem Está Falando?"

Certa noite, em uma estrada de terra que nem o GPS do Google ousa narrar, a fome apertou. Rodrigues, ostentando um topete fixado com Gel Blindado 96 Horas (que resistiria a um furacão categoria 5), olhou para o parceiro e sentenciou:

— Fica no carro. Vou usar meu brilho de estrela e o carisma que adquiri balançando o Tony para descolar um brinde para nós.

Ele não caminhou até a lanchonete; ele desfilou. O queixo estava tão erguido que ele quase tropeçou num vira-lata. Ao chegar no balcão, ele engrossou a voz, buscando um tom entre Tarcísio Meira e um locutor de rodeio:

Minha cara... por obséquio, providencie uma Coca de dois litros para um artista da casa.

A atendente, que tinha o carisma de um bloco de concreto, nem levantou o olho do celular:

 — Só tem Fanta 600ml.

 

O Choque de Realidade (e de Preço)

Rodrigues, mantendo o personagem mesmo diante da laranjada genérica, aceitou. Afinal, astros não discutem menu. O plano era pegar a garrafa, dar uma piscadinha de galã e sair flutuando. Mas veio o golpe de misericórdia:

— São R$ 20,00 — disse a mulher, com a frieza de quem cobra pedágio no inferno.

O "ator" quase perdeu a fixação do gel.

 — Vinte? Por uma Fanta? Ela vem com um autógrafo do Bonner ou o gás é importado de Paris?

 

O Grand Finale

A carteira de Rodrigues, que estava mais vazia que o roteiro de novela das três, só revelou uma nota de R$ 5,00 toda amassada. O galã teve que bater em retirada, com o rabo entre as pernas, para pedir o restante ao parceiro.

O desfecho foi digno de um filme de drama cult: os dois amigos dividindo 600ml de refrigerante morno, servido em um conta-gotas imaginário, para que a humilhação durasse o máximo possível.


Moral da história: Na vida, você pode até balançar o instrumento do Tony Ramos, mas na hora da Fanta, quem balança o seu bolso é a realidade.







terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Mistério do "Petroleiro" Corno



O Mistério do "Petroleiro" Corno

O sol de meio-dia no pasto do Afeganistão não estava para brincadeira. A viatura de De Souza e M. Vinicius parecia uma airfryer sobre rodas. A denúncia na central era grave: "Ossada humana abandonada".

Ao chegarem, De Souza, que se autointitula o "Sherlock Holmes do Agreste", desceu da viatura ajustando os óculos escuros. Olhou para o monte de ossos brancos sob o sol e sentenciou:

— Vinicius, isola tudo! É um crime passional de alta periculosidade. O elemento era um figurão, provavelmente do ramo do petróleo.

— Petroleiro, De Souza? Como você sabe? — perguntou Vinicius, esticando a fita zebrada num galho de algaroba.

— Elementar, meu caro parceiro! Olha o figurino: o corpo está envolto em couro legítimo. Só gente da alta usa uma jaqueta dessas até depois de morto. E veja o crânio... o sujeito era tão rico que a galhada não era de osso, era um monumento à infidelidade!

Três horas depois, surge o perito. O homem veio de outro estado, atravessou três pedágios e duas fronteiras, suando mais que tampa de marmita.

— Peço desculpas pelo atraso, cavalheiros! — disse o perito, abrindo a maleta de inox. — Onde está a vítima da barbárie?

De Souza, com a mão no peito em sinal de respeito, levantou a lona preta com a solenidade de quem abre um sarcófago egípcio.

O perito olhou. Piscou. Tirou os óculos. Limpou o suor. Olhou de novo.

— Vocês... vocês estão me tirando, né? — a voz do perito saiu num sussurro perigoso. — Me fizeram cruzar o mapa para periciar... UM BOI? Isso é uma ossada de um bovino, seus abençoados!

De Souza deu um passo atrás, indignado:

— Mas doutor, olha o respeito! Eu sabia que o crime era passional, mas o senhor é vidente? Já descobriu que o finado era "boi" só de bater o olho? A traição foi nesse nível?

O perito explodiu, os veios da testa pareciam o mapa hidrográfico do Brasil:

É UM QUADRÚPEDE! UM RUMINANTE! ISSO TINHA QUATRO PATAS E FAZIA "MU"!

Vinicius, sempre zeloso pela paz mundial, interveio:

— Baixa o tom, doutor! O senhor está alterado. O "seu" Boi — se é que esse era o sobrenome do falecido — pode ter parentes aqui perto ouvindo. Um pouco de ética profissional com o morto, por favor.

O perito fechou a maleta com tanta força que quase decepou os próprios dedos. Entrou na viatura, engatou a ré e já ia saindo quando De Souza gritou:

— Ô, DOUTOR! E O CORPO? O que eu faço com o que sobrou do Petroleiro?

O perito parou o carro, respirou como se estivesse tentando não cometer um crime real ali mesmo e rosnou:

— Leva pro cemitério da TERRA DISTANTE e enterra fundo! De preferência, junto com o Tico e o Teco de vocês que fugiram de casa!

Enquanto a poeira da viatura do perito baixava, De Souza olhou para o crânio de chifres imensos e comentou:

— Tá vendo, Vinicius? O perito ficou tão traumatizado com a cena que perdeu a linha. Mas veja a semelhança dos crânios... se esse cara não era um petroleiro traído, ele era o dublê de corpo do Minotauro!







quarta-feira, 16 de julho de 2014

O Comboio de um Homem Só (e Meio Batalhão)


O Comboio de um Homem Só (e Meio Batalhão)

Geórgio87 sempre teve o "diesel nas veias". Ex-caminhoneiro raiz, daqueles que faz curva em dois tempos e dorme com o barulho de motor de geladeira. Quando o Sgt gritou: "Preciso de um voluntário para levar o ônibus ao 8º!", Geórgio não ouviu o resto. Ele só ouviu o chamado da estrada... e do destino.

Ele pegou a chave como se fosse a Tocha Olímpica, saltou para dentro do ônibus e deu a partida. O motor rugiu. Geórgio sorriu.

O Incidente da Cancela: O sentinela do 12º Batalhão, um rapaz que ainda estava processando o café da manhã, viu aquele monstro de ferro vindo em sua direção. Ele tentou erguer a cancela. Não deu tempo. O ônibus de Geórgio não passou pela saída; ele redefiniu a saída.

Com um estrondo de "festa de ferro-velho", o portão principal do batalhão — uma estrutura de ferro reforçado que intimidava até pensamento ruim — decidiu que não queria ficar para trás. Ele se abraçou ao para-choque traseiro do ônibus e foi.

O Delírio de Grandeza: Pelas ruas, Geórgio estava em êxtase. — Caramba, como o povo do México é hospitaleiro! — pensava ele, vendo as pessoas na calçada pulando, gritando e agitando os braços desesperadamente. — Devem ser fãs de transporte coletivo!

Ele acenava de volta com a mão real, enquanto a "cauda" metálica do ônibus ia deixando um rastro de faíscas que faria inveja a qualquer show de rock.

A Escolta de Honra: Logo, o retrovisor ficou azul e vermelho. Dez viaturas com sirenes abertas. — Olha só, Vinicius e De Souza devem estar vindo atrás para garantir que ninguém roube o ônibus! Que moral eu tenho! — Geórgio pisou fundo. No que uma viatura tentava emparelhar para gritar "PARA O CARRO, PELO AMOR DE DEUS!", Geórgio reduzia uma marcha e jogava o ônibus pro lado: — Aqui não, parceiro! Hoje o piloto sou eu! Primeiro lugar ou nada!

O Choque de Realidade na Serrinha: A festa só parou na barreira da PRF. Tinha tanto cone, viatura e policial com a mão na cabeça que Geórgio achou que era o comitê de boas-vindas. Ele desceu do ônibus, ajustou a farda e foi falar com o inspetor:

— E aí, comando? Onde é o palanque para o discurso?

O PRF, com os olhos estáticos, apenas apontou para trás do ônibus com o dedo trêmulo.

Geórgio olhou.

Lá estava ele: o portão principal do 12º Batalhão, agora com 15 cm a menos de altura devido ao lixamento forçado no asfalto, agarrado como um carrapato de metal. O asfalto da rodovia tinha uma valeta central perfeita, cortesia da "lâmina" improvisada. Metade da fiação da cidade e um pedaço da guarita do sentinela provavelmente estavam enroscados ali também.

Geórgio87 coçou a cabeça, olhou para o rastro de destruição de 20 km e soltou a pérola:

— Rapaz... eu bem que achei que esse ônibus estava fazendo um barulhinho de "ferro com ferro" na terceira marcha. Pensei que era falta de graxa!


Ainda bem que na TERRA DISTANTE as entradas são livres. Provavelmente porque o Geórgio87 já passou por lá e levou todos os portões para o ferro-velho do destino!



sexta-feira, 11 de julho de 2014

HULK AFRO-DESCENDENTE BÊBADO



O Incrível Hulk e a Cueca do Apocalipse

Joderlan estava num jejum de álcool tão casto que já estava quase levitando. Mas, como diz o ditado em Terra Distante: "O primeiro gole é o GPS que te leva pro lugar errado". Ele encontrou os "amigos" (aqueles que o capeta envia com gelo e limão) e, em três palitos, o Hulk já estava operando em modo Radiação Gama Etílica.

1. O Atentado ao Totó: Joderlan chegou na rua de casa, mas o cérebro dele já tinha dado "logoff". Entrou no portão da vizinha e deu de cara com o cachorro dela. O bicho, claro, latiu como se tivesse visto um lobisomem de farda. Joderlan parou, colocou a mão na cintura e começou o sermão: — "Escuta aqui, seu jaguara! Eu gasto metade do meu soldo em ração de picanha pra você e é assim que você me recebe? Latindo pro seu provedor? Onde está a gratidão canina?" O cachorro parou de latir só de confusão mental. Nunca tinha sido xingado com tanta convicção por um estranho.

2. A "DR" com a Invasora Fantasma: A vizinha, apareceu na sala berrando: "SAI DAQUI, JODERLAN! VOCÊ TÁ LOUCO?". Joderlan, achando que era a própria esposa reclamando do hálito de cana, nem olhou no rosto dela: — "Pode ir parando! Se não está satisfeita com meu estado deplorável, a BR é logo ali! Quem manda nessa reserva de petróleo sou eu! Vou tomar um banho e não quero ouvir um pio!"

3. O Desfile da "Victoria's Secret" do Paraguai: Aí começou o show de horrores. Joderlan decidiu que a sala da vizinha era o camarim do Municipal. Começou a arrancar a roupa. Camisa pra um lado, calça pro outro... até sobrar apenas a Cueca do Apocalipse. Era uma peça de engenharia têxtil tão estranha — talvez verde limão com estampa de abacaxi, ou uma bege com o elástico vencido desde 1998 — que a vizinha quase chamou o exército.

4. O Batismo da Cozinha: Cego como um morcego no sol, ele errou o banheiro. Entrou na cozinha, parou na frente do fogão e, com a dignidade de um lorde, achou que estava no mictório. — "Ué, trocaram o vaso por um de quatro bocas? Moderno..." — e tome "batismo" no piso de cerâmica.

5. O Gran Finale: Passando mal, o Hulk começou a fazer o "chafariz" de vômito, decorando o corredor da vizinha com o que sobrou do tira-gosto do bar. Ele olhava para as fotos na parede e reclamava: — "Credo, mulher! Quando foi que a gente tirou foto com esse pessoal feio? Nossa casa tá uma bagunça!"

Ele achou um quarto, viu uma cama e desabou como um prédio sendo implodido. Ficou lá, roncando como uma motosserra estragada, só de cueca esquisita e alma lavada (em álcool).


A sorte do Joderlan é que a vizinha é divorciada. Se o ex-marido chega e encontra um Hulk afro-descendente, de cueca de bolinha, dormindo o sono dos justos no colchão de mola dele depois de ter lavado a cozinha com "suco de cevada processado", a Terra Distante teria seu primeiro caso de abdução por legítima defesa!







Por isso na TERRA DISTANTE não existe bar, bebida só refrigerante.






segunda-feira, 26 de maio de 2014

GERENCIADOR DE CRISE



O Pacificador debaixo do Guarda-Chuva

O cenário era um bar no interior da Síria (ou o que sobrou dele). O clima lá dentro estava mais quente que asfalto de meio-dia, mas lá fora o céu estava desabando em uma chuva digna de construir uma arca.

1. A Entrada de "Elite": Ferraz encostou a viatura com a precisão de um sniper. Desceu do carro com um semblante fechado, segurando um objeto longo, preto e cilíndrico com as duas mãos. Entrou no bar com a "arma" em punho, apontando estrategicamente para o epicentro da confusão.

O pânico foi instantâneo. — "É UM FUZIL! ELE VAI ATIRAR!" — gritou um cliente, mergulhando atrás de uma mesa de sinuca. Os brigões, que estavam prestes a trocar socos, congelaram. Um deles levantou as mãos, o outro se ajoelhou pedindo perdão pelos pecados desde a primeira comunhão. Ferraz, com o dedo no gatilho, fez o movimento decisivo.

Fwoosh! Um guarda-chuva gigantesco, daqueles que parecem uma tenda de circo, abriu-se com um estalo metálico. Ferraz apenas olhou para o teto furado do bar, se ajeitou sob a sombra seca e soltou seu mantra: — "Beleza, véi? Tá chovendo pra caramba lá fora, né?"

2. O Interrogatório da Tartaruga: O bar inteiro soltou um suspiro que quase apagou as luzes. Aliviados, mas ainda nervosos, os brigões saíram para a calçada para explicar a treta. E foi aí que a genialidade do "Beleza Véi" brilhou.

A chuva castigava. O vento soprava. A água subia no tornozelo.

— "Seu guarda, ele começou! Ele falou da minha mãe!" — gritou o Brigão A, já com a camisa colada no corpo. Ferraz, seco como um deserto sob sua cúpula de nylon, inclinou a cabeça: — "Peraí, véi... Não entendi. Falou da sua mãe ou da sua irmã? Repete aí, com calma, que o barulho do trovão atrapalhou."

3. A Guerra de Atrito Hídrico: Duas horas se passaram. Duas horas. Os brigões já não tinham mais pele seca. Eles tiritavam tanto que os dentes pareciam uma escola de samba. — "Doutor, por favor... a gente já explicou dez vezes..." — implorou o Brigão B, que agora parecia um peixe fora d'água. Ferraz, tranquilíssimo, olhou para o relógio: — "Beleza, véi. Mas me conta de novo aquela parte do empurrão. Foi com a mão esquerda ou a direita? Seja claro, a justiça precisa de detalhes."

4. A Paz pelo Resfriado: A paciência dos sujeitos evaporou junto com o calor do corpo. Encharcados, roxos de frio e com o nariz escorrendo, os dois se olharam. — "Quer saber? Eu te perdoo!" — disse o Brigão A. — "Eu também! Vamos entrar e tomar um chá quente, pelo amor de Deus!" — respondeu o Brigão B.

Eles entraram no bar abraçados, unidos pelo ódio compartilhado à burocracia infinita do Ferraz.


O Relatório de Terra Distante

Ferraz fechou o guarda-chuva, sacudiu a água e anotou no caderninho: "Crise pacificada. Equipamento utilizado: Sombrinha Tática Nível 3. Observação: O diálogo é a melhor arma, principalmente se o interlocutor estiver pegando uma pneumonia."

Na Terra Distante, o Ferraz é respeitado. Ninguém quer discutir com ele, porque sabem que a conversa vai durar até a próxima era glacial e ele é o único que trouxe casaco.





quinta-feira, 10 de abril de 2014

ZORRAINHA



O Cavaleiro Solitário do Nordeste Africano

O cenário era uma praia no nordeste africano. O sol estava tão quente que as dunas pareciam estar derretendo, e o Rainha, em seu serviço extra, estava mais suado que tampa de chaleira. Ele já estava no "modo economia de energia", pensando no cuscuz da janta, quando o grito de "SOCORRO!" rasgou o ar com a força de um trovão.

1. O "Baywatch" do Agreste: Um meliante, leve como um gamo e rápido como um boato em grupo de WhatsApp, arrancou o celular de uma menina e saiu em disparada pela areia fofa. O Rainha, num reflexo puramente hormonal, partiu atrás.

A cena era de chorar: Rainha corria, mas a areia fofa tinha outros planos. Para cada dois passos pra frente, ele afundava três. Ele parecia um caranguejo com câimbra tentando fazer crossfit. O ladrão já estava quase virando um ponto no horizonte, e o Rainha já estava vendo estrelinhas de tanto cansaço.

2. A Requisição à Hollywood: Foi quando o destino interveio. Do nada, surge um homem montado num cavalo, trotando calmamente pela orla. O Rainha, possuído pelo espírito de Clint Eastwood, não pediu o cavalo; ele convocou a montaria: — "Cidadão! Em nome da lei, da ordem e do meu menisco que está estourando, entregue-me este equino!"

O dono do animal, assustado com aquele homem fardado e ofegante, desceu do bicho mais rápido que político em época de eleição.

3. O Nascimento do Mito: Rainha montou. Não foi uma montaria elegante; foi mais um "arremesso de si mesmo" sobre o lombo do bicho. Mas assim que ele sentiu a crina, a transformação foi completa. Ele sacou a arma, apontou para o infinito e soltou o grito que mudaria a história daquela praia:

“AAAAAAAAA-IÔÔÔÔÔÔÔÔÔ, SILVER!!!!!”

4. O Galope do Pavor: O Rainha partiu num galope tão frenético, atirando para o alto e gritando o nome de um cavalo que nem era o dele, que o meliante olhou para trás e viu o Apocalipse de ferraduras.

O pavor do ladrão foi tamanho que o cérebro dele entrou em curto-circuito. Ele olhou para a esquerda (areia infinita e um Zorro louco), olhou para a direita (o mar gelado e furioso) e decidiu: "Vou virar um peixe!".

O infeliz mergulhou de roupa e tudo no mar africano, nadando estilo cachorrinho desesperado como se estivesse sendo perseguido pelo próprio Minotauro montado num tubarão.


O Exílio em Terra Distante

Dizem as más línguas (e as boas também) que o sujeito nadou tanto, mas tanto, que atravessou correntes marítimas e chegou exausto numa ilha deserta chamada TERRA DISTANTE.

Hoje, ele vive lá, isolado do mundo. Dizem que ele tem fobia de:

  • Cavalos.

  • Homens gritando em inglês antigo.

  • Qualquer coisa que lembre o vulto do Rainha galopando nas dunas.

Enquanto isso, o Rainha voltou para o quartel exigindo que a viatura fosse trocada por um alazão branco com sirene no rabo.




terça-feira, 25 de março de 2014

O GIGANTE E A VARETA



O Banquete dos Gladiadores 

(ou: Por que eu não saio mais de casa)

Lá fui eu, inocente, com o coração cheio de alegria e a expectativa de comer um salgadinho de graça, encontrar meus "irmãos" de longa data. Como eu ando mais sumido que feriado em domingo, cheguei sem o update de software das tretas do grupo.

O clima estava meio estranho? Estava. Parecia que eu tinha entrado em uma sala de interrogatório da KGB? Parecia. Mas eu, na minha santa paz, achei que era só fome coletiva. Mal sabia eu.

O Despertar do Kaiju

De repente, o Moreira — um homem que claramente não cabe em um abraço comum e provavelmente tem o DNA de um urso pardo — decidiu que a mesa era o seu maior inimigo. Ele não bateu na mesa; ele aplicou um golpe de estado nela. A coitada se partiu ao meio com um estrondo que, tenho certeza, foi registrado por sismógrafos em Brasília.

O Chihuahua Atômico

Enquanto a poeira da madeira voava, surgiu o Simar. O Simar é o que chamamos de "vareta", um ser humano que, se ventar forte, ele voa. Mas a alma dele? Ah, a alma dele é de um Pitbull com crise de ansiedade. Ele começou a "latir" de um jeito tão agudo que os cachorros da vizinhança começaram a uivar em solidariedade.

Era uma batalha épica de decibéis:

  • De um lado, o Baixo de Igreja do Moreira esbravejando profecias de destruição.

  • Do outro, o Soprano Desafinado do Simar pulando feito uma pipoca na panela quente.

O Show de Entretenimento Gratuito

Eu? Eu estava em transe. Olhei para os lados procurando o diretor, o iluminador e a câmera escondida. Pensei: "Gente, que produção maravilhosa! Onde está o João Kleber?". Eu ria. Eu ria com o respeito de quem assiste a um clássico do Monty Python. Tinha um coitado no meio tentando separar a briga, parecendo um árbitro de UFC tentando segurar dois rinocerontes com um fio dental.

O Grand Finale

A conclusão foi digna de Oscar:

  1. Moreira, o Gigante, saiu da casa não pela porta, mas através dela. Foi destruindo paredes, portões e provavelmente a camada de ozônio por onde passava.

  2. Simar, o Vareta, após atingir a nota mais alta de seu repertório de latidos, simplesmente teve um erro de sistema. A pressão subiu, o Wi-Fi desconectou e ele caiu desmaiado, como um boneco de posto quando acaba a luz.

Moral da história: Na TERRA DISTANTE, a gente não marca churrasco, a gente marca o local da autópsia.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

FOFOQUEIRA DA RÁDIO HOSPITAL.

Meu amigo Campos61 (fictício), muito brincalhão, passou por um momento meio constrangedor.
Certo dia, passando em frente a um hospital, encontrou meu outro amigo Maciel bomba (fictício) que estava ali aguardando sua sogra terminar sua sessão de radioterapia.


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O que é radioterapia?
É um tratamento no qual se utilizam radiações para destruir um tumor ou impedir que suas células aumentem. Estas radiações não são vistas e durante a aplicação o paciente não sente nada. A radioterapia pode ser usada em combinação com a quimioterapia ou outros recursos usados no tratamento dos tumores.
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Depois de um caloroso comprimento de amigos, Campos perguntou o que Maciel estava fazendo ali.

- Estou aguardando minha sogra que está ai dentro do hospital fazendo rádio.

- Que isso? !!!!  Sua sogra deve ser fofoqueira pra caramba. Tem um programa de rádio dentro de um hospital?  Velha sinistra essa, hein?

Depois dessa, Maciel ficou até sem palavras para explicar a garfe de Campos.






Mas quem sabe, na TERRA DISTANTE podemos achar uma rádio dentro de um hospital pra informar os outros pacientes o estado de saúde de cada um.






segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

MARCÃO O HOMEM GELO






Meu grande amigo Marcão80 (fictício), além de ser um cara muito corajoso e bravo é muito ciumento em relação as suas galinhas.

Um dia desses, ouviu um alvoroço em seu galinheiro e procedeu pra averiguar a situação. No meio das galinhas que pulavam de um lado pra outro estava um rapaz tentando se esconder. O meu amigo ficou possuído de ódio e partiu pra cima do rapaz com tapas, chutes, bastante violência. Gritava com o rapaz, indagando o que tava acontecendo e o rapaz, quando dava, dizia que estava atrás de uma pipa.




Já que não era nada com as galinhas, Marcão o liberou. Minutos depois aparece um patamo na frente da casa perguntando se o meu amigo viu um rapaz que estava pulando os muros. Marcão indignado respondeu que sim, que o rapaz estava atrás de uma pipa.

O pessoal assustado esclareceu que o rapaz que disse estar atrás de pipa, na verdade foi o autor de uma chacina onde matou 10 pessoas, inclusive arrancando a cabeça de duas.

Ao ouvir isso Marcão começou a gaguejar até que travou como uma estátua, congelou e ficou em estado de choque, a guarnição teve de socorrê-lo as pressas para o HFM, lá teve de ser ressuscitado com choques, injeção de adrenalina e raios gama.









Na TERRA DISTANTE uma simples coisa esconde os piores perigos.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

SONINHO DE CAVEIRA

Por esses dias, fomos patrulhar uma região rural no interior da África. O grupo era grande e tivemos que nos dividir, tratei logo de puxar o meu amigo Júlio César (fictício) que me parecia muito operacional já que por várias vezes fez teste pro BOPE e sempre passou pelas etapas classificatórias. De pronto pegou a chave da caminhonete e disse que iria dirigir a noite inteira, pensei que ficaria despreocupado diante de tanta disposição.

Só descobri que me enganei quando depois de meia hora de patrulhamento senti o carro fazendo um pequeno zig-zag, achei até que estava testando a direção, pois repito, não tinha nem meia hora de patrulhamento.

Confesso que fiquei um pouco apreensivo com a situação até que o carro começou a sair da estrada. Olhei pra ele e estava dormindo com as mãos no volante e pra não lhe dar um susto e num reflexo repentino puxar a direção fazendo o carro capotar, eu segurei a direção silenciosamente fazendo o carro voltar para pista.  Quando me preparei para acordá-lo, ele sentiu a presença do meu braço e pasmem, debruçou a cabeça no meu braço como se fosse um travesseiro.

A caminhonete começou a perder velocidade pra minha sorte e pra q ele continuasse dormindo tive que permanecer com o braço esticado pra ele apoiar e ainda tive que ficar fazendo um carinho na cabeça dele.






Esse aí só pode ser caveira na TERRA DISTANTE mesmo.